As vezes essa atmosfera me pertence mais do que minhas próprias memórias.
20 de julho de 2014
30 de junho de 2014
Um mês sem compras
Esse desafio eu elaborei pensando na Tássia de 6 meses atrás (já), e como eu esperava, algumas coisas, mesmo em tão pouco tempo, se adaptam a novas realidades.
Junho passou fácil. Me considero uma pessoa que economiza até demais, mas quando eu tenho um pouco mais de dinheiro (e talvez um pouco menos de coisas pra fazer), me permito comprar um pouco mais do que eu preciso. Meu ideal de vida é bem minimalista, se comparado ao de muitas pessoas, mas admito: gosto de um luxo de vez em quando, e não acho que devo me condenar por isso.
Porém, quando eu tenho que me controlar, como tem sido durante esse ano, não tenho muita dificuldade. Fiquei tentada à comprar coisas algumas vezes, mas foi fácil guardar pra alguma outra oportunidade, sem ressentimentos. Acredito que é até saudável, me faz refletir sobre o quanto eu realmente preciso daquilo ou não.
Mas ainda bem que comida ficou de fora dessa, porque já é um tópico totalmente à parte hhahaha.
28 de junho de 2014
Currently in the making
As Lidia suggests,
I like to collect not only rocks, but also
Strange, inanimate objects
That I can align on my blue bedsheets
When everything else is falling apart
They don't make any tangible sense
They just exist
Sharp, pointy, round, and silver
But in their complexion I can see me
I am in there
Like the insides of Earth's revolving eras
Currently in the making
What will I be?
What will all this have to do with me?
Sharp, pointy, round, and silver
Shiny, bold, translucid:
Grow.
---------
Não acredito que eu saiba o que é escrever poesia, muito menos em inglês (e me desculpem se tiver algum erro), mas as vezes elas me chegam assim, praticamente prontas. Quase como se entendessem mais de mim do que eu mesma.
É.
1 de junho de 2014
Um mês sem dormir tão tarde
Esse mês eu falhei miseravelmente no desafio. Supostamente, dormir uma hora mais cedo, ou até meia hora só, deveria ser algo fácil. Não foi. Não adiantou acordar mais cedo, colocar alarme me lembrando, nada. Pior: nesse mês tive noites em que dormi mais tarde do que no resto do ano inteiro, sem nenhum motivo especial.
Eu já sabia que tenho muito apego ao ritual que dormir representa para mim. Como horários pessoais são uma das poucas coisas que podemos controlar no dia a dia, muito desse meu problema tem a ver com minha obsessão por controle. Todos os dias, a não ser quando estou na casa de outras pessoas, eu levo muito tempo entre a decisão de ir me deitar e o ato em si. Ela se manifesta em inúmeros e insignificantes rituais, que não tomam tanto tempo assim, mas me dão trabalho, preguiça, e me fazem lidar com o presente. Pois é, deixo ilusões me dominarem, enquanto o que eu mais desejo é justamente o contrário.
Esse mês serviu para ver a real dimensão desse meu apego. Maior do que eu imaginava, com certeza. Eu sinto que pra muitas coisas, se eu me determino a fazê-las, faço sem falta; mas para essas que tocam em pontos mais complicados de mim (e as vezes são as coisas mais simples), eu sou a maior barreira contra o meu crescimento. É difícil ser mãe de mim mesma.
Mas acredito que foi um bom experimento justamente por isso. Como que mesmo eu me comprometendo com algo, minha mente encontra maneiras de se achar superior a isso e contornar as regras da forma que ela acha melhor. Percebida a tendência, espero agora que, com o meu esforço, um dia eu consiga ter mais tranquilidade em relação a isso.
1 de maio de 2014
Um mês sem internet depois das 17h
Esse mês foi realmente um desafio. As regras: eu poderia ficar no computador e usar a internet/e-mail desde que fosse para fazer trabalhos, ouvir música ou ver vídeos/filmes. Comecei me sentindo muito produtiva e com tempo quase infinito à noite, terminei enchendo o saco por ser tão limitante.
O problema, na realidade, não é entrar na internet, e sim a quantidade de tempo que eu perco quando não foco naquilo que eu vim primeiramente fazer online. O melhor ponto desse desafio foi que me foquei mais no que eu precisava fazer, além de organizar melhor o tempo que eu tinha. Se algo ficava para o dia seguinte, eu prontamente anotava para resolver depois. Não dá pra ser displicente, senão a gente esquece (eu reflito - será que tem mesmo problema eu não pesquisar a biografia de determinada pessoa ou a sinopse de tal filme que alguém falou?).
As vezes a limitação era meio ridícula, como não poder pesquisar alguma coisa no Google, mas faz lembrar dos tempos em que nem existia Google e todo mundo se virava mesmo assim. Não poder conversar com pessoas além de mensagem ou telefone também foi meio chato, porque a maioria delas prefere falar pelo Whatsapp ou pelo Facebook (eu inclusa). Meu receio de não ser chamada pra nada não se concretizou, já que só teve um convite que eu vi tarde demais, e foi por minha culpa, já que eu não avisei a pessoa de que eu não estaria na internet à noite.
Falhei no combinado duas vezes: uma que eu achei muito necessária, pra mandar um e-mail de agradecimento que eu não ia conseguir aguardar até o dia seguinte; e a outra porque eu já estava na internet, vendo vídeos, e resolvi que pesquisar no Google não ia ser nada demais. Nhé. Fora isso, na última semana eu cansei de ficar desativando a internet do celular, então as notificações do Whatsapp ficavam piscando na minha tela e eu de vez em quando lia (bom, pelo menos não entrei pra responder).
Penso que o ideal para manter esse hábito seria ter uma hora de internet antes de dormir. Se é pra ficar a noite inteira sem entrar na internet, mas compensar tudo isso correndo pra entrar logo depois de acordar, não sei se vale tanto a pena assim. Mas gostei da experiência, de qualquer forma. Foi bom perceber que eu não sou assim tão dependente da internet, mas que gosto de me perder nela, na verdade.
28 de abril de 2014
Uma década de Fotolog
Dia 12 meu Fotolog fez 10 anos.
Lembro exatamente do dia em que eu resolvi que ia ter um Fotolog. Arquitetei o plano pra conhecer um certo garoto de Blumenau, que viria a ser meu primeiro namorado (pois é). O que eu não sabia era que o Fotolog se tornaria, absolutamente, algo muito além dessa história (que acabou sendo meio desastrosa no final). Meu Fotolog me deu um lugar para registrar boa parte da minha adolescência, quando eu não conseguia mais olhar para o meu diário. Me deu muitas amizades, algumas que duram até hoje. Me deu prática e persistência, observação estética e um olhar sobre mim muito grande.
Gosto de entrar e escolher posts aleatórios. Cada foto desperta memórias, como chuva que desprende o cheiro da terra. Consigo lembrar o que acontecia na época, quem eu era, quais as crises. Teve a época em que me falavam que eu era muito diferente das fotos, e eu precisei aprender que ninguém era igual, e que isso não me tornava menos verdadeira. Tiveram as supostas admiradoras, que roubavam minhas fotos e textos, e eu precisei lidar com a impossibilidade de controlar isso. Teve a época em que nada do que eu postava fazia sentido pra qualquer um além de mim, e eu tive que lidar com a minha solidão.
Gosto de entrar e escolher posts aleatórios. Cada foto desperta memórias, como chuva que desprende o cheiro da terra. Consigo lembrar o que acontecia na época, quem eu era, quais as crises. Teve a época em que me falavam que eu era muito diferente das fotos, e eu precisei aprender que ninguém era igual, e que isso não me tornava menos verdadeira. Tiveram as supostas admiradoras, que roubavam minhas fotos e textos, e eu precisei lidar com a impossibilidade de controlar isso. Teve a época em que nada do que eu postava fazia sentido pra qualquer um além de mim, e eu tive que lidar com a minha solidão.
Aos poucos, o Fotolog foi perdendo a maioria dos seus usuários. Eu continuei por um tempo, força do hábito. As coisas mudavam, quase ninguém mais me assistia. Deixei. Apareci para dizer que tinha saudades, o que ainda tenho. Mas é daquelas boas, de agradecimento por algo que me levou aonde estou hoje.
Meu Fotolog me viu passar dos 14 aos 19 anos, com todas as mudanças de estilo, cabelos, gosto musical, pessoas, jeito de escrever que podem caber em cinco anos. Guardo com carinho, ignoro a vergonha, tem coisas tão mais importantes que isso por lá. Obrigada, Fotolog.
Meus posts preferidos:
http://www.fotolog.com/tassiaaa/8527865/ - sobre a minha janela
http://www.fotolog.com/tassiaaa/8549845/ - uma revolta adolescente
http://www.fotolog.com/tassiaaa/11120683/ - um dia típico
http://www.fotolog.com/tassiaaa/11002544/ - procurar por "pink llama" no google
http://www.fotolog.com.br/tassiaaa/17045495/ - o post sobre desconhecidos que atraiu vários desconhecidos (vale a pena ler os comentários)
http://www.fotolog.com.br/tassiaaa/18076300/ - 7 coisas
http://www.fotolog.com.br/tassiaaa/37509686/ - ownnn
http://www.fotolog.com.br/tassiaaa/44697643/ - alguém que não sabe jogar
http://www.fotolog.com.br/tassiaaa/47966377/ - impagável pedaço do meu diário com 12 anos
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26 de abril de 2014
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